A Poesia e os Fundamentos
do Ato Poético

- Discurso antes da Apresentação do poeta José Gilberto Gaspar para professores e alunos da disciplina Filosofia da Educação, na Faculdade de Educação da USP em 12-11-99. Orig. prefácio a Nos Braços do Sol, São Paulo, Edix, 1997.

 

Luiz Jean Lauand
Fac. de Educação USP
jeanlaua@usp.br

 

"Contemplationis desiderium procedit ex amore obiecti: quia ubi amor, ibi oculus" - Tomás de Aquino[1]

            A poesia de José Gilberto Gaspar não precisaria, a rigor, de nenhuma apresentação: poesia pura, fala a alto e bom som. E fala por si! Ou melhor, fala pela linguagem das coisas, por colocar-nos, simplesmente, em contato direto com a realidade.

            Curiosamente, porém, precisamente aí é que surge um obstáculo: a poesia já não nos é tão acessível, porque a própria realidade tornou-se, para nós, problemática...

            Problemática, não pelo poeta que fala, mas por conta do outro pólo: o da capacidade de ouvir... Pois o caráter sofístico e fragmentarista de nosso tempo impõe-nos uma desatenção ao essencial, de tal modo que a realidade torna-se quase inaudível: o simples parece ter perdido sua força e encontramos dificuldades em compreender as verdades mais claras (e, reciprocamente, banalizamos o que, sim, deveria ser problema e mistério...).

            Uma e outra vez o próprio Gilberto nos adverte sobre a insensibilidade e embotamento a que nosso tempo nos convida. Desde a "Não pises a flor / não pises o amor" (NBS p. 5) ao menino dos brinquedos eletrônicos "que hoje vive neste mundo tão sem graça" ("nunca teve um cavalinho de pau / e não conhece uma violinha de cabaça"[2]), passando pela auto-suficiência da rosa artificial de "O Diálogo das Rosas" (NBS p. 67), símbolo do vão deslumbramento pela pseudo-onipotência tecnológica.

            Aliás, a esse processo de desumanização e impessoalização que acompanhou o progresso científico e tecnológico, é dedicada "Harpas e Violinos" (NBS p. 37), a frustrada esperança de:

Que a própria ciência e a literatura

Pudessem aclarar a mente ofuscada

Do cientista que tanto procura

Grandes conquistas nos campos do nada.

(...) (E o sonho de instrumentos de paz...)

Cantando na paz infinita do Homem

Que viu sua audácia trepada na Lua,

Subindo da Terra que pensou conquistada

Mas que, na verdade, nunca foi sua.

            Ante a perplexidade, a desorientação, a esquisitice de nosso tempo, impõe-se a urgente tarefa da redescoberta do simples, do humano, da verdade das coisas... 

            Precisamente essa é a vocação da poesia e também neste ponto - afirmam filósofos tão clássicos como Aristóteles e Tomás de Aquino - o poeta assemelha-se ao filósofo, pois "uterque circa mirandum versatur"[3] ambos se voltam para o mirandum, para aquilo que suscita a admiração. (Naturalmente, o próprio Tomás não deixa de distinguir o modo de captação/expressão pelo qual os poetas se diferenciam do filósofo: aqueles não têm por ofício a estruturação lógica das razões, mas expressam suas intuições por metáforas[4]).

            Esta afirmação da admiração como princípio do filosofar/poetar - admiratio est principium philosophandi[5], dirá Tomás[6] - é, ao mesmo tempo, uma afirmação de compromisso com a realidade mais simples e quotidiana. O aburguesamento do espírito ocorre quando o homem já não é capaz de se admirar ou precisa do sensacionalismo, do estapafúrdio para provocar em si mesmo um Ersatz da admiração, da verdadeira admiração: "Perceber no comum e no diário aquilo que é incomum e não-diário, o mirandum, eis o princípio do filosofar (...) tanto o filósofo como o poeta se ocupam desse maravilhoso"[7]. Daí que o poeta - como ele mesmo explicita em "Não sei" (NBS p. 72) - encontre sua poesia até nas realidades mais singelas, em uma gota d'água que seja: 

Já há muito tempo que eu venho reparando,

Com interesse observando, como é bela a natureza !

Cai o sereno e vai formando, de repente,

Uma gotinha somente a mostrar tanta beleza.

Equilibrando-se, ela desceu pelo arame

E, na folha do inhame, foi cair com o calor.

Desceu dançando, que bonito o seu bailado

Pelo Sol iluminado, seu vestido é furta-cor.

(...)  (E conclui:)

De uma gota, de repente, vejam só quanta poesia[8].

            O segredo está, como dizem os versos acima, em que o poeta repara[9] enquanto os outros apenas vêem...

            É o "dom sublime"[10], que Gilberto descreve também em "Parecer" (NBS p. 76): é "alado" e "navega os mares do pensamento". É uma questão de sensibilidade: na verdade, o poeta não habita um mundo diferente[11], mas sabe ver - com olhos de admiração - o sentido e a beleza que se encerram na mesma realidade de cada dia.

            Para nós, pelo contrário, a realidade deixou de ser objeto de contemplativa admiração e passou a ser considerada meramente como opaca matéria-prima...[12]. Pois, a discreta simplicidade dos valores da poesia escapa à sufocante mentalidade consumista e massificada, amarga e reivindicatória, do homem que se pretende auto-suficiente num mundo tecnologicamente domesticado, que, quando muito, só se deixa atingir por "efeitos especiais": não por acaso "sofisticado" deriva de "sofista".

            Quais as raízes desta atitude sufocadora tanto do genuíno filosofar quanto do ato poético? Uma pista encontra-se no agudo verso de Hölderlin[13]: "Wozu Dichter in dürftiger Zeit?", "para que poetas em tempos de penúria?". Nossa dificuldade de compreensão da poesia - e, sintomaticamente, o Brasil de hoje anda tão escasso de grandes poetas! - reside, antes de mais, na reta avaliação dessa penúria: "Nosso tempo - comenta Heidegger - mal compreende a pergunta; como vamos compreender a resposta dada por Hölderlin?". Essa resposta de Hölderlin incide certeiramente sobre o núcleo essencial da grande tradição estética clássica: a penúria como ausência. A penúria dos tempos não é a escassez material, mas a ausência de sentido e significado, ausência do mundo e ausência "para nós" de Deus, que pode até existir, mas in anderer Welt, "em outro mundo" que não o nosso.

            Pois a verdadeira poesia, em última instância, só floresce como afirmação, como expressão de afirmação do mundo e do encanto[14] de seu caráter criado e, portanto, da presença de Deus. 

            "Mas - voltando ao poema de Hölderlin - ah, meu amigo, chegamos tarde demais... Sim, ainda há deuses mas acima de nossas cabeças, em outro mundo (...) Que dizer? Não sei. Para que poetas em tempos de penúria?". Esta ausência não deve ser entendida como um lamento que emerge do âmbito superficial do sentimentalismo: ela tem um conteúdo muito profundo e concreto, magistralmente apreendido e expresso por José Gilberto. Na base de sua afirmação da natureza, do simples e do humano, encontra-se, poeticamente, a captação de profundas raízes filosóficas sobre as quais se edifica a grande tradição de pensamento ocidental.

            É o caso da clássica "Diálogo das Rosas" (p. 67), que retoma a metafísica da causalidade formal exemplar, isto é, a criação como projeto intelectual de Deus. Lembremos - sempre seguindo a análise de Tomás - que o mirandum da coisa decorre de sua causa formal exemplar, Deus[15]: "Deus est causa formalis creaturarum"[16]. Afirmar que Deus é causa formal é afirmar que a Criação é ato inteligente pelo qual a coisa recebe - do Logos[17] - uma verdade, uma ratio, uma inteligibilidade em seu ser: "'verdadeiro' acrescenta ao ente uma relação com a forma exemplar"[18], que a coisa, por assim dizer, "repassa" ao intelecto e ao engenho humano: o artificial remete ao natural - "Ars enim in sua operatione imitatur naturam" (C. Gentiles III, 10, 10; In Phys. II 4,6.).

            Assim, no "Diálogo das Rosas", uma rosa artificial discute com a rosa natural e vangloria-se de sua "imortalidade". A natural, após demonstrar que, na verdade, a outra nunca teve vida, evoca a dupla causalidade exemplar: 

- Tu és uma cópia minha 

É por mim que tu existes...

(...)

Não tenho inveja, portanto 

Dos longos dias teus 

Foste feita pelo Homem 

E eu, pelas mãos de Deus!

            A negação de Deus é hoje, sobretudo, negação da criação e da causalidade exemplar: não há natureza humana - diz o mestre do ateísmo contemporâneo, Jean-Paul Sartre - pois não há Deus para a conceber ("puisqu'il n'y a pas de Dieu pour la concevoir"), isto é, para a projetar, pensar. Em José Gilberto, reencontramos até essa mesma palavra de que Sartre e Tomás se valem para referir-se à causalidade formal criadora: conceber[19].

            Mesmo uma simples flor[20], reconhecendo-se criada (pela "milagrosa" inteligência de Deus: sua sementinha "por Deus escolhida" etc.), envaidece-se: "Não por ser bela e cheirosa / Mas por ser bem concebida".

            Um outro ponto a considerar é que a missão do poeta emerge da tese de que o homem é um ser que esquece, tese essencial para a antropologia dos antigos[21]. E, assim, cabe à poesia este papel educativo de extraordinária importância: o de recordar. Pois, a poesia não existe para nos ensinar algo de novo; ela é um dom divino que faz o homem se lembrar. Compadecidos dos homens, que, sempre de novo, tendemos ao esquecimento, ao embotamento, ao tédio, ao embrutecimento da rotina do quotidiano, os deuses agraciaram-nos com as musas que - precisamente em e a partir desse quotidiano - apontam-nos para o sentido humano, para o encantamento de outras dimensões da realidade (para além do pragmatismo e do imediatismo), para o descobrimento da verdade.

            Daí a força e a alma do Juquinha: com sua poesia reaprendemos a ver. Guiados pela aguda intuição do poeta, somos conduzidos não a algo novo, mas a uma sabedoria sabida, porém escondida. E reconhecemos na límpida simplicidade da linguagem - alçada a potencial expressivo poético - a verdade das coisas. É o caso - alguns exemplos entre tantos - dos versos:

Na amargura não me reconheço ("Meu travesseiro", p. 4).

Amar... Amar, eis a oração contrita! ("Presença viva", p. 10).

E o azul que eu trazia dentro d'alma

Foi-se apagando com as dores da partida

("Minha prece", p. 11).

Também é pobre, não tem nome não, senhor! 

("O menino e a carrocinha", p. 13).

Se todo amor é a vida contando a verdade... 

("Procuras", p. 22).

E na lembrança me firmei pra não cair 

("Reminiscências", p. 39).

Cantarolando um sonho, a voz do seu carinho.

("Passo Picado", p. 42).

E, envolvendo-te num forte abraço,

Eu te sinto e te aperto, esmagando o espaço

Que, vazio, tentava nos separar  ("Espera", p. 58).

Cobri de versos esse corpo de mulher.

("Bem Vestida", p. 71)

            O grande tema de Nos Braços do Sol é o amor[22]. Amor no sentido do Eros de "O Banquete" de Platão (que, como se sabe, representa também a existência humana - a grandeza e a fragilidade do homem -, o élan poético, o ato filosófico, a saudade etc.).

            Em torno desse Eros, podemos afirmar semelhanças estruturais entre a poesia, o filosofar, o amor e o próprio homem: a estrutura dúplice que comporta um elemento positivo e outro negativo, o que Pieper denomina Hoffnungsstruktur, estrutura de esperança[23]. "A forma íntima (do filosofar e do poetar) é praticamente idêntica à forma interna da admiração. (...) A admiração comporta um aspecto negativo e outro positivo. O aspecto negativo consiste em que aquele que admira não sabe, não compreende; não conhece o que está 'por trás' ou, como diz S. Tomás, 'a causa daquilo que admiramos nos é desconhecida' (I-II, 32, 8). Portanto, quem admira não sabe, ou não sabe perfeitamente. (...) Nessa estreita união entre 'Sim e Não' manifesta-se que a admiração tem a mesma estrutura que a esperança. O arcabouço de esperança é próprio do ato de filosofar, como o é da própria existência humana. Somos essencialmente viatores, caminhantes, que ainda não são. Quem poderia dizer que possui já o ser que lhe está reservado? 'Não somos, esperamos ser', diz Pascal. Pelo fato de a admiração ter o mesmo arcabouço que a esperança, pode-se ver o quanto ela pertence à própria natureza humana"[24].

            A esperança situa-se intermediariamente entre o não ter em absoluto e o já ser possuidor: a esperança não é o mero carecer nem o possuir. Daí que Pieper - de forma admiravelmente concisa: duas palavras apenas - a caracterize como um noch nicht, "o intrínseco e entitativo 'ainda não' da criatura"[25]. Uma questão científica pode receber uma resposta clara, precisa e definitiva; a poesia e a filosofia sempre manifestam o "ainda não" do homem, que, tal como Eros, é "filho de Poro e de Penia, ou seja, da riqueza e da indigência, (...) nunca é rico nem pobre, e se encontra sempre a meio caminho da sabedoria e da ignorância"[26].

            Essa dualidade - e, nesta obra, por vezes, o poeta dá a impressão de enfatizar mais a dimensão Penia de Eros - é uma constante na antropologia de José Gilberto: voltada para o futuro é o "não ainda" da esperança; para o passado, o "não, mas" da saudade. E o misterioso tema da saudade - nada mais próprio para concluir este estudo - é onipresente na obra de Juquinha[27].

            Saudade é uma realidade complexa[28]: acumula ausência e presença, dor e prazer. Para tentar, de algum modo, compreendê-la conceitualmente, recorramos, uma vez mais, a Tomás de Aquino. Ele, no século XIII (quando mal havia língua portuguesa e não estava formada a palavra "saudade"!), fez um agudo diagnóstico - em que inclui até a explicação causal - da saudade: a dor - diz ele - é por si contrária ao prazer, "mas pode acontecer que um efeito colateral (per accidens) da dor seja agradável, como quando produz a recordação do que se ama (pessoa, terra etc.) e faz perceber o amor daquilo por cuja ausência nos doemos. E, assim, sendo o amor algo agradável, a dor e tudo quanto provém desse amor também o serão"[29]. Precisamente o caráter dual, o complexo agridoce da saudade é apreendido por Gilberto:

Que sabemos do amor, esta enorme saudade!

("Procuras", p. 22); 

E, quando em sonhos ela me aparece,

É a canção azul que a saudade canta.

Minha saudade não é tão mesquinha,

Sei que ela nunca poderá ser minha,

Mas, cá dentro d'alma, é como se fosse.

("Canção Azul", p. 46)

(...) quando eu canto

De saudade em agonia,

Vem um Deus tirar o pranto

E trazer certa alegria.

("Carnaval de meus sonhos", p. 23)

Esta saudade que canta, somente canta e não chora:

Traz alegria, e quanta!, aos dias tristes de agora.

("Janela da Saudade", p. 35)

Quando a saudade atormentar meu coração,

Com a visão do que já fui e não mais serei,

Hei de guardar inda no peito a emoção

De uma ilusão, seja qual for, qual eu não sei.

Porque sentir saudade, só, sem ilusão, 

É maldição, eu sei que assim não viverei!

Porei a mágoa na flor da recordação,

Assim, então, um grande alívio encontrarei.

("O Balanço", p. 36)

 


[1]. "O desejo da contemplação procede do amor ao objeto: pois onde há amor, aí abrem-se os olhos"  (In Sententiarum  III, 35, 1, 2).
[2]. "Violinha de Cabaça" (NBS p. 65). Diversas das poesias aqui citadas encontram-se na íntegra na matéria seguinte, que recolhe a Apresentação de Gilberto na FEUSP.
[3]
. In Metaph. I, 3, 4.
[4]
. "... metaphorice dicere, secundum modum poeticum: dicere enim aliquid per metaphoras pertinet ad poetas" (In Meteor. II, 5, 4). Esse falar metaforicamente, por outro lado, não é o próprio do filósofo: "ad philosophum non pertinet" (In Metaph. I, 15, 7).
[5]
.  Summa Theologiae  I-II, 41, 4 ad 5.
[6]
. Já Platão (Teeteto, 155d) e Aristóteles (Metafísica, A, 2, 982b) tinham afirmado que a admiração é a arkhé (princípio) do filosofar.
[7]
. Pieper, Josef  Was heisst Philosophieren?, München, Kösel, 8a. ed. 1980, p. 63.
[8]
. "A gotinha" (NBS p. 17).
[9]
. "Repara bem" diz também o verso de "Mensagem" (NBS p. 15).
[10]
. "O dom" (NBS p. 34).
[11]
. A mesma "Parecer" começa afirmando: "Canta, Poeta, que teu mundo é outro". Trata-se, porém, - como o próprio poema esclarece - do mesmo mundo, vivido em "dimensão maior", que lhe permite apossar-se de "tudo que está ao redor": reparar no que todo mundo vê...
[12]
. Causa alicuius usus idest utilitatis..., como diz Tomás de Aquino da não-poesia e da não-filosofia, na citada passagem de In Metaph. I, 3, 4
[13]
. No poema "Brot und Wein".
[14]
. Ou, ao menos, como ausência sentida enquanto tal, e é, por exemplo, saboreada sob a forma de saudade...
[15]
. Se fosse o caso de uma análise mais ampla, consideraríamos que Deus é também causa eficiente e final (De veritate I, 2, 6, 3).
[16]
. De veritate I, 2, 3, 11 ou I, 3, 1, 3.
[17]
. "Verbum est forma exemplaris" Summa Theologiae I, 3, 8 ad 2.
[18]
. Verum (addit ad ens) relationem ad formam exemplarem (In Sent. I,d.8,1,3).
[19]
. O ato criador de Deus é um ato inteligente - diz Tomás - tal como o do artífice que realiza a forma que sua mente concebeu (quam mente concipit - S. Theol.  I, 15, 1).
[20]
. "O ramo e a flor" (NBS p. 70).
[21]
. Ao tema, dediquei o estudo "Al-Insan: o Homem, esse grande esquecedor"  Oriente & Ocidente: Língua e Mentalidade, S. Paulo, APEL-FFLCHUSP, 1993.
[22]
. Em "O amor não entra" (NBS p. 47), Gilberto, com bom humor, trata de sua impossibilidade de não falar de amor.
[23]
. Por exemplo em Was heisst Philosophieren?, p. 12.
[24]. Pieper, Josef  Was heisst Philosophieren?, pp. 72-73.
[25]
. "Über die Hoffnung", in Lieben, Hoffen, Glauben, München, Kösel, 1986, p. 195.
[26]
. PLATÃO, Banquete, 203.
[27]
. Chamo especialmente a atenção para as antológicas "Cadê meu doce?" (NBS p. 41) e "Reminiscências" (NBS p. 39).
[28]. "Delicioso pungir de acerbo espinho", diz o conhecido verso de Garrett.
[29] Summa Theologiae I-II, 35, 3 ad 2.